Depois de ser exibida em São Paulo, Salvador, Curitiba e Rio de Janeiro, chega a Florianópolis a exposição Um Século de Arte Brasileira – coleção Gilberto Chateaubriand. A mostra, promovida pela Fundação Catarinense de Cultura e pela Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, apresenta uma das mais importantes coleções privadas de arte do país, e vai estar aberta ao público a partir de 09 de maio, no MASC – Museu de Arte de Santa Catarina.
Cerca de 170 obras que compõem a coleção proporcionam um panorama das artes plásticas no país, apresentando artistas brasileiros e seus trabalhos em quatro núcleos históricos: do Modernismo das primeiras décadas do século 20, passando pelos movimentos Construtivista e Abstracionista, até chegar ao Experimentalismo e seus desdobramentos na década de 90.
Um dos destaques da exposição é a obra Urutu, de Tarsila do Amaral. A primeira obra adquirida pelo colecionador, Paisagem de Itapuã, do artista José Pancetti, também está na mostra. Dentre os artistas catarinenses que compõem a coleção, fazem parte da exposição obras de Ivens Machado, Ana Vitória Mussi e Paulo Greuel.
A exposição, que fica em cartaz até o dia 15 de junho, tem curadoria de Fernando Cocchiarale e Franz Manata. “Estamos inserindo Santa Catarina no circuito das grandes exposições nacionais”, afirma o secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knaesel, reforçando a importância do Funcultural, que destinou R$ 250 mil para permitir a realização da mostra.
Considerada a mais representativa coleção de obras de arte de artistas brasileiros, a Coleção Gilberto Chateaubriand possui em torno de 7.000 obras. São peças produzidas desde as primeiras décadas do século passado até a atualidade. É um dos mais completos panoramas existentes sobre a arte moderna e contemporânea brasileiras. Cedida em comodato para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro a partir de 1993, a coleção tornou-se acessível permanentemente ao público e vem sendo mostrada regularmente não só no MAM, sob a curadoria de Reynaldo Roels, como em outras instituições do Brasil e do Exterior.
O evento de abertura da exposição Um Século de Arte Brasileira no MASC acontece no dia 09 de maio, às 19h30min.
Serviço
Exposição Um Século de Arte Brasileira – Coleção Gilberto Chateaubriand
Data: de 09 de maio a 15 de junho
Local: MASC – Museu de Arte de Santa Catarina
Centro Integrado de Cultura - Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5.600 – Agronômica – Florianópolis/SC
Horário: de terça a domingo, das 13h às 21h
Informações: (48) 3953-2317
Entrada franca
Visitas mediadas agendamentos e informações: (48) 3953-2324 / Fax: (48) 3953-2316 das 13 às 19 horas - E-mail: naemasc@fcc.sc.gov.br - www.fcc.sc.gov.br
Núcleos da exposição
O Modernismo e seus desdobramentos – Este segmento mostra obras das manifestações da arte brasileira comprometidas com a vontade de atualizar a produção nacional em relação ao modernismo europeu – a Semana de Arte Moderna, em 1922, por exemplo. Estão também obras que representam os desdobramentos do Modernismo – a questão nacional dos anos 20, a emergência dos regionalismos na década de 30 e o realismo social dos anos 40 – até o fim da Segunda Grande Guerra e ao longo da década de 50. Anita Malfatti, Brecheret, Cândido Portinari, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Djanira, Flávio de Carvalho, Goeldi, Guignard, Ismael Nery, Lasar Segall, Pancetti, Tarsila do Amaral e Vicente do Rêgo Monteiro, entre outros, compõem a exposição.
Construtivismo e Abstracionismo – esta seção mostra o surgimento e a consolidação das tendências não-figurativas no Brasil entre 1948 e 1962, com obras de Abraham Palatnik, Aluísio Carvão, Antônio Bandeira, Fayga Ostrower, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Mary Vieira, Milton Dacosta, Samson Flexor, entre outros.
A Imagem Contemporânea – este núcleo representa as produções das décadas de 60 e de 80, que têm em comum o foco figurativo. O desgaste do repertório eminentemente formal do Abstracionismo, na passagem das décadas de 50 para a de 60, determinou a retomada da imagem figurativa. Baseada agora na fotografia, na publicidade e nas artes gráficas, essa nova imagem revogou definitivamente os modelos naturais da arte do passado. Aqui aparecem obras de artistas como Anna Maiolino, Anna Bella Geiger, Antônio Dias, Barrão, Beatriz Milhazes, Carlos Zilio, Cláudio Tozzi, Cristina Canale, Daniel Senise, Gerchman, Glauco Rodrigues, Leda Catunda, Luiz Zerbini, Maria do Carmo Secco, Nelson Leirner, Wanda Pimentel, Raimundo Collares e Carlos Vergara, entre outros.
O Experimentalismo e seus Desdobramentos – Parte conclusiva da exposição, este núcleo recobre o experimentalismo dos anos 70 e de sua retomada e, ainda que de modo singular, dos anos 90 até a atualidade. Parte significativa da produção artística brasileira e internacional dos 70 assimilou, de modo explícito, a palavra à obra, ou usou-a nos títulos como conceitos-chave para a leitura da obra. Da década de 90 em diante, o uso de suportes e meios não-convencionais da arte - as novas mídias, instalações e performances – é resultado de questões experimentais formuladas duas décadas antes. Destacam-se neste núcleo obras de artistas como Anna Bella Geiger, Antônio Dias, Antônio Manuel, Artur Barrio, Carlos Zilio, Cildo Meireles, Edgar de Souza, Helio Oiticica, Jac Leirner, Jorge Barrão, José Damasceno, José Resende, Luiz Fonseca, Marcos Chaves, Miguel Rio Branco, Milton Machado, Rosângela Rennó, Tunga, Waltércio Caldas e Vik Muniz, entre outros.
Sobre a coleção Gilberto Chateaubriand
A coleção Gilberto Chateaubriand possui em torno de 7.000 obras. São peças produzidas desde as primeiras décadas do século passado até a atualidade. É uma das coleções mais importantes do País e um dos mais completos panoramas existentes sobre a arte moderna e contemporânea brasileiras, já que Gilberto Chateaubriand optou por montar um acervo abrangente, plural e representativo da arte brasileira.
As obras que integram a Coleção Gilberto Chateaubriand pertencem a um período histórico mais extenso do que os 52 anos de existência da mesma, contados a partir de 1954, quando o pintor José Pancetti deu para Chateaubriand a tela “Paisagem de Itapoá”. Segundo depoimento do próprio colecionador “a partir de então, comprar obras de arte tornou-se para mim uma segunda natureza – talvez a primeira. Sempre optei pela arte brasileira; gosto de conhecer o artista, ver seu atelier, descobrir novos talentos, ser surpreendido”. Estas peculiaridades estreitaram o contato do colecionador com os artistas, e a busca por novos talentos e obras - especialmente aqueles iniciantes – fez com que a coleção tenha hoje obras que revelam a trajetória completa de muitos de nossos mais importantes nomes das artes visuais. É indiscutível a representatividade da coleção Gilberto Chateaubriand, considerada, sobretudo no meio especializado, como o melhor e mais completo panorama da arte brasileira, do modernismo aos nossos dias.
Cedida em comodato para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro a partir de 1993, a coleção tornou-se acessível permanentemente ao público e vem sendo mostrada regularmente não só no MAM, como em outras instituições do Brasil e do Exterior.
Sobre a curadoria
Os curadores Fernando Cocchiarale e Franz Manata explicam o perfil da mostra “Coleção Gilberto Chateaubriand: um Século de Arte Brasileira” salientando que “qualquer pessoa interessada em fruir, conhecer, interpretar e difundir a arte brasileira, de seus primórdios modernistas, na alvorada do século passado, aos desdobramentos mais recentes da produção contemporânea, acaba recorrendo à coleção Gilberto Chateaubriand... A coleção Gilberto Chateaubriand é, pois, uma espécie de enorme jazida da arte brasileira cuja investigação e exploração rende, e sempre renderá, incontáveis possibilidades curatoriais. Isto não quer dizer que essas possibilidades descartem a reapresentação de algumas obras em diferentes curadorias. Sabemos que a inserção de uma mesma obra em novos conjuntos ou recortes transfigura, a partir destas novas relações, sua fruição e apreensão anteriores”. Complementam Cocchiarale e Manata enfatizando que “organizamos a mostra observando, quando possível, a representatividade das obras da coleção consagradas pela história como referências icônicas de nosso imaginário. Junto a outras menos conhecidas, elas mapearão os principais desdobramentos de nossa arte desde a segunda década do século passado, até os anos 80. Já os trabalhos que selecionamos como representativos da produção contemporânea das duas últimas décadas são antes apostas do colecionador e da curadoria, uma vez que ainda não contam com a contribuição de filtros históricos suficientes para consagrar reputações artísticas e apontar, com segurança, as obras mais emblemáticas desse período. A exposição é montada, pois, a partir de núcleos históricos que respeitarão a sucessão temporal desses desdobramentos embora não de modo estritamente cronológico”.
O Museu de Arte de Santa Catarina – MASC – no período de 04 de novembro a 04 de janeiro de 2009, abrirá suas portas para a visitação da mostra das obras selecionadas nesse já tradicional Salão.
X Salão Nacional Victor Meirelles - Sala Especial - Doraci Girrulat.Doraci se faz acompanhar de obras de 10 ex-alunos que apontam influências de seu labor artístico-pedagógico.
III Ciclo Museu, Educação e Cultura em DebateIII Ciclo Museu, Educação e Cultura em Debate, a fim de problematizar e estreitar as relações museu-escola-universidade. É um espaço de trocas, com enfoque na produção artística e científica de professores de escolas, professores universitários, educadores de museus e pesquisadores.
Confira os artistas selecionados para o X Salão Nacional Victor Meirelles.
GAPF - Grupo de Artistas Plásticos de Florianópolis - 50 ANOSEntre as 80 obras que farão parte da mostra “GAPF 50 ANOS”, estarão incluídas 26 que fizeram parte da primeira exposição do grupo em 1958, além de jornais, ilustrações e fotografias da época.
Momentos do AcervoRetomando as mostras de seu acervo, o MASC apresenta dois segmentos da sua coleção: O Núcleo Inicial – 1949/1951 e Doações e Aquisições – 2005/2008.
Antônio Vargas - Série GrotescoAntônio Vargas é um importante artista que trabalha nas fronteiras da pintura, que faz dialogar com recursos de novas mídias, no caso, a linguagem digital, alargando desse modo, por compenetração, a construção do olhar do espectador e do repertório simbólico da obra.
Paulo Greuel - Exposição Paraíso TropicalO referencial de Paulo Greuel é o mundo exterior que desloca na fotografia, sua técnica por excelência, até o nível de uma sobre-imagem, também instauradora de sentidos.
Tércio da Gama - 50 anos de pinturaTércio da Gama é um artista emblemático da cidade de Florianópolis que realiza no MASC a exposição comemorativa de 50 anos dedicados à pintura.
X Salão Nacional Victor MeirellesCom a intenção de incentivar a produção atual das artes plásticas no Brasil e torná-la acessível ao público, a Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, a Fundação Catarinense de Cultura, e o Museu de Arte de Santa Catarina, apresentam aos interessados o regulamento da 10ª edição do Salão Nacional Victor Meirelles.
Coleção Gilberto Chateaubriand - Um Século de Arte BrasileiraDepois de ser exibida em São Paulo, Salvador, Curitiba e Rio de Janeiro, chega a Florianópolis a exposição Um Século de Arte Brasileira – coleção Gilberto Chateaubriand. A mostra, promovida pela Fundação Catarinense de Cultura e pela Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, apresenta uma das mais importantes coleções privadas de arte do país, e vai estar aberta ao público a partir de 09 de maio, no MASC – Museu de Arte de Santa Catarina.
Centenário da Imigração Japonesa no BrasilExposição comemorativa do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Para compor a mostra, foram convidadas três artistas representantes da cultura japonesa , residentes em Florianópolis: a gravadora Julia Iguti e as ceramistas Marina Takase e Marina Uieara.
Victor Meirelles - Primeira Missa no BrasilO Museu de Arte de Santa Catarina estará apresentando ao público do Estado a "Primeira Missa no Brasil" exemplar icônico da pintura brasileira, de autoria do artista florianopolitano Victor Meirelles.
Rubens Oestroem - O Espaço PlenoPela primeira vez, o Museu de Arte de Santa Catarina abriga uma extensa mostra do trabalho do artista Rubens Oestroem.
Invisibile - Letícia, Lúcia e MariaFalar da exposição Invisibile é fácil e, ao mesmo tempo, muito difícil. Tão fácil quanto se espelhar no universo destas três artistas: Letícia, Lúcia e Maria. Tão difícil quanto se reconhecer parte desse mesmo universo.
George Peixoto - PeixodelicA exposição "PEIXODELIC", que encerra a carreira de George Peixoto como publicitário, também ressalta a eficácia e a relevância do design e anuncia um desdobramento do seu trabalho no campo das linguagens visuais.
Luciano BolettiDando seguimento ao seu programa de divulgação da arte contemporânea através da revelação de novos e promissores talentos, o MASC expõe no primeiro ciclo de mostras de 2008 uma coleção de pouco mais de 20 trabalhos do artista paranaense Luciano Boletti.
Beta MonfroniBeta não se interessa em arranjar o mundo, mas em diagnosticar a incerteza irremissível da vida. Ou a imprecisão do destino. A exposição consta de 22 pinturas que pela gestualidade e pela escolha do suporte – o papel – tendem ao desenho.
Centenário Martinho de HaroMartinho de Haro, ao lado de Victor Meirelles, se destaca como o mais importante artista plástico de Santa Catarina. É o único pintor que, tendo produzido por décadas nos limites de sua terra natal, conseguiu elevar-se como nome maior do modernismo brasileiro, sendo referência obrigatória na história da arte do país, ao par de Volpi, Guignard, Di Cavalcanti e Pancetti.
De dentro pra fora: Mostra do CEART no MASCA edição deste ano do Festival de Inverno do Centro de Artes (CEART) será realizada, de 11 a 30 de setembro, no Museu de Arte de Santa Catarina.
Ciclo de julho do MASCO atual ciclo de mostras do MASC abrange três versões que destacamos da coleção permanente do Museu.
Infância: Convite ao reencontroA curadora Amalhene Baesso Reddig selecionou peças que, de acordo com sua ótica, representam a sintonia com o mundo da infância. Da infância plural e em contínua construção.
Silvana Leal - TodocorpoA exposição de Silvana Leal consta de 20 imagens inéditas da escritora e fotógrafa que tem como foco de interesse o corpo humano e sua relação com o universo.
Hetty van der Linden - Pintar um futuroA artista plástica holandesa Hetty van der Linden retorna ao MASC com seu projeto "Pintar um futuro".
Camille Claudel - A sombra de RodinSerão vistas dezesseis obras de Camille Claudel, três de Auguste Rodin e ainda um busto de camille por boucher – conjunto que dá a dimensão da importância destes artistas.
Yara Guasque - Eu sou alma pequeninaSão desenhos e aquarelas sob papel, de pequeno formato, produzidos ao longo de duas décadas, período que a artista passou a residir em Santa Catarina.
Cléa Espíndola - PassagensSérie de peças de cerâmica que possuem um itinerário que vai da figuração explícita e bem humorada até a ocultante-revelante face da perturbadora concepção tridimensional de formas.
Rótulos - sobre a necessidade de classificarNa sala Harry Laus, a exposição Rótulos contará com o acervo do MASC (representado por 25 artistas) e Raquel Stolf, artista convidada pelo curador Charles Narloch.
Dircéa Binder - Mantos CerimoniaisOs "Mantos" de Dircéa Binder inserem-se entre as propostas dos artistas "wearable", caracterizados pelas criações livres confeccionadas de modo artesanal.
Paulo Gaiad - Sobre PapelArtista plástico comemora no MASC os 20 anos de sua primeira exposição em Florianópolis e revela obras inéditas produzidas recentemente.
IX Salão Nacional Victor MeirellesA nona edição do Salão Nacional Victor Meirelles está prestes a ser inaugurada no MASC (dia 19 de dezembro, terça-feira, às 20 horas).
Itaú Cultural - Rumos Artes Visuais 2005-2006 - AusênciasExibição traz um recorte da exposição realizada em São Paulo, na sede do Itaú Cultural. Ausências reúne trabalhos de 28 artistas de todo o Brasil.
Centenário Martinho de HaroPreparando os eventos culturais que, ao encargo do Museu de Arte de Santa Catarina, terão lugar no ano de 2007 para comemorar o centenário do pintor Martinho de Haro, o MASC inaugurou, no dia 19 de outubro de 2006, a sala especial permanente dedicada ao artista.
Ciclo de exposições de setembro de 2006Para reabrir seus recintos, o MASC programou três exposições simultâneas. Volume, pintura e fotografia no ciclo de exposições de setembro.
Nelson Maravalhas - A importancia do Quê - a fisiologia da imagemPor ser tão facilmente associada à tradição, uma das saídas estratégicas que se impõem à pintura é a de fazer oposição declarada ao espírito contemporâneo e afirmar o direito ao anacronismo.
Traços do Acervo CaixaA Caixa Economica Federal promove a exposição "Traços do Acervo Caixa", no Museu de Arte de Santa Catarina, em Florianópolis.
Amelia Toledo - Entre, a obra está abertaAmelia Toledo, nome consagrado da arte contemporânea no país, está chegando a Florianópolis para acompanhar de perto a montagem de uma grande exposição.
Hetty Van Der Linden - Pintar um FuturoArtista plástica holandesa, idealizou o projeto “Pintar um Futuro” com foco nas necessidades das crianças carentes do mundo usando sua ferramenta de trabalho: a arte contemporânea.